set
18
2009

Moralles e a Chama Crioula

Caminho pela avenida Bento Gonçalves, em Pelotas, quando encontro um acampamento e um fogo aceso, do alto de uma pilastra. É lá que está Guilherme Moralles, um jovem vestido com a tradicional pilcha e uma verdadeira enciclopédia em termos da história do Rio Grande do Sul. Em plena Semana Farroupilha, ele está ali com os amigos, para cultuar os ideais do povo gaúcho.

É começo de noite, e ele me explica que o fogo é na verdade a Chama Crioula, que simboliza o espírito de culto à pátria, sempre aceso na Semana Farroupilha. Para quem prestar atenção na poesia, verá que ela foi feita em homenagem aos “Lanceiros Negros”, um grupo de soldados negros libertados pela revolução, com a condição de que lutassem ao lado da Republica Rio-Grandense.

Ao me convidar para tomar um chimarrão, descubro que ele é autor de poesias, que exaltam principalmente os feitos da Guerra dos Farrapos. Proponho a ele um desafio e ele aceita.
Ao lado da Chama Crioula, em noite de frio e com a bandeira do Rio Grande do Sul ao fundo, ele recita os versos com uma linguagem toda regional e cheia de histórias. É neste momento que o poema vem até com uma dedicatória para a Casa Consul, como você acompanha neste vídeo:

Related Posts with Thumbnails

Escreva um comentário